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Materia semanal do jornal Brazilian Press

Opinião

Os caminhos do Armagedom

 

Ao que tudo parece, os Estados Unidos estão se preparando para entrar em mais uma guerra, ou simplesmente desdobrar a guerra no Iraque para o vizinho Irã.

Preocupa cada vez mais o clima volátil no oriente médio onde o Hamas (uma abreviatura de Movimento de Resistência Islâmico, em árabe) é agora situação no estado palestino.  O grupo surgiu durante a primeira Intifada (revolta popular palestina contra a ocupação israelense), em 1987, e é formalmente comprometido com a destruição do Estado de Israel, para a construção de um Estado islâmico em seu lugar.
Os Estados Unidos e a UE (União Européia) consideram o Hamas um grupo terrorista.
Por enquanto o governo de Israel está acéfalo, com a saída repentina de Ariel Sharon. Para piorar ainda mais a situação, o mundo árabe está profundamente irritado com as publicações do jornal dinamarquês sobre Maomé. A cereja do bolo são as últimas declarações do já conhecido “incendiário”, Secretário da Defesa dos Estado Unidos, Donald Rumsfeld, que declarou neste final de semana que uma solução militar para o problema do Irã deve ser mantida em aberto.

Tudo isso porque o Irã desenvolve tnologia nuclear de baixa  escala. O enriquecimento de urânio em baixa escala pode ser usado para reatores nucleares, enquanto em larga escala pode ser usado em ogivas nucleares. O Irã insiste que só quer a geração de energia, mas os Estados Unidos e seu aliados insistem que Teerã está tentando construir armas de destruição em massa. Fontes da inteligência israelense dizem que qualquer ação militar americana ou israelense contra o Irã fará com que Teerã retalie bloqueando as entregas de petróleo, o que levará o mercado global a uma situação caótica.

O governo russo que parece fazer jogo dupolo  retoma o discurso da extinta guerra fria, quando o ministro das relações exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, disse em Atenas, que a comunidade internacional não deve ameaçar o Irã. A advertência é interpretada como uma resposta a um pedido de reação aos comentários de Rumsfeld  que foram publicados em uma entrevista para um jornal alemão.

Uma iminente guerra parece fazer mais sentido para a Casa Branca. A começar pela proposta de orçamento norte-americano. Bush propôs um orçamento recorde para a área de defesa, de 439,3 bilhões de dólares, com o objetivo de combater o terrorismo não-convencional e algum grande conflito internacional que apareça. Seria uma previsão, ou seria uma intenção?  O fato é que a suposta previsão parece estar tomando corpo e forma de maneira muito rápida.

Aqui dentro dos Estados Unidos, as coisa ficaram piores.O presidente Bush propôs reduzir ou abolir 141 programas opcionais e diminuir em 65 bilhões de dólares os gastos nos programas obrigatórios, incluindo o Medicare, seguro-saúde nacional para os idosos e os portadores de deficiência, além de programas ligados à aposentadoria e ao trabalho. Por estas medidas fica bem claro de que a situação aqui dentro de casa vai ficar bem mais apertada.

O Oriente Médio é um complexo político religioso que caminha para uma grande escalada de violência ou um iminente Armagedom. Sem dúvida  é a região mais polarizada e explosiva do planeta. Os ingredientes que agora se ajuntam podem causar uma crise sem precedentes não só para aquela parte do mundo, mas de repercussões incalculáveis para todos os demais.
O berço do Judaismo, do Cristianismo e do Islamismo, as três maiores religiões do planeta ignora o mandamento do Deus que apregoam: “Ame o teu próximo como a t i mesmo.”

 

Pastor Estêvão Canfield

 

 
 
 
 
 
 
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New Canaan United Methodist Church 2006